terça-feira, 25 de junho de 2024




                                                                 

                                                  *CULTURA OVIMBUNDU* 


Os Ovimbundu são uma etnia bantu de Angola. Eles constituem 37% da população do país. Os seus subgrupos mais importantes são os Mbalundu ("Bailundos"), os Wambo (Huambo), os Bieno, os Sele, os Ndulu, os Sambo e os Kakonda (Caconda).


Os Ovimbundu ocupam hoje o planalto central de Angola e a faixa costeira adjacente, e uma parte do sul, é uma região que compreende as províncias do Huambo, Bié, Benguela, algumas areas do Kwanza Sul, Huíla e Namibe.


São um povo que, até à fixação dos portugueses em Benguela, vivia da agricultura de subsistência, da caça e de alguma criação de gado bovino e de pequenos animais. Durante algum tempo, uma vertente importante teve o comércio das caravanas, entre o Leste da Angola e os portugueses de Benguela.


Este comércio entrou em colapso quando, no início do século XX, o sistema colonial português lhes exigia o pagamento de impostos, os Ovimbundus viraram-se sistematicamente para a agricultura de produtos comercializáveis, principalmente o milho.


No decorrer do século XX, e em especial no período da "ocupação efectiva" de Angola, implementada a partir de meados dos anos 1920, a maioria dos Ovimbundus tornou-se cristã, aderindo quer à Igreja Católica, quer as igrejas protestantes, principalmente à Igreja Evangélica Congregacional de Angola (IECA), promovida por missionários norte-americanos.


Esta cristianização teve, entre outras, duas consequências incisivas, uma, a constituição, em todo o Planalto Central, de aldeias católicas, protestantes e não-cristãs separadas, a outra consequência, foi o grau relativamente alto de alfabetização e escolarização, e por conseguinte também do conhecimento do português.


Em simultâneo houve dois processos de certo modo interligados. Por um lado, formou-se lentamente uma identidade social, um sentido de pertença, abrangendo todos os Ovimbundus, e não apenas subgrupos como, os M'Balundus ou os M'Bienos. 


Por outro lado, verificou-se uma "umbundização" cultural, inclusive linguística, de alguns povos vizinhos que tinham tido e em certa medida mantiveram, características algo distintas dos Ovimbundus. Os Ovimbundus foram muito afectados tanto pela guerra anti-colonial em Angola como pela guerra civil angolana.


Durante a primeira guerra, o Estado colonial impôs no Planalto Central, como também noutras partes do território, no fim dos anos 1960, início dos anos 1970, o sistema das “aldeias concentradas”. Este sistema consistiu em juntar num único lugar duas ou três diferentes aldeias, frequentemente de religiões diferentes.


Os locais destas “aldeias concentradas” eram escolhidos pelas autoridades coloniais de acordo com critérios considerados como estratégicos, do ponto de vista da segurança. Por desconhecimento, tais critérios raramente correspondiam às exigências da agricultura de adaptação praticada por necessidade, não por opção pelos Ovimbundus.


Os resultados foram sérios prejuízos económicos que forçaram muitos homens a aceitar a contratação como mão-de-obra barata, assalariada e mal paga, nas plantações de café, no Norte de Angola, ou nas plantações de europeus existentes na sua região. 


O povo Ovimbundu aprecia muito a música acompanhada de dança diversificada de acordo ás circunstâncias dos rituais, pois através da música e da dança, manifesta os seus sentimentos afectivos que podem ser de alegria ou tristeza.


O dançarino é uma figura pública dominadora da arte da dança e por isso, tem um lugar de referência na sociedade. Pode ser homem ou mulher, que dançam em público em festas tradicionais como a entronização, de iniciação a puberdade, na morte de um Rei, entre outras ocasiões.


A dança dos mais velhos chama-se, Olundongo: executa-se durante o dia. Os executantes vestem-se de panos amarrados com cintos e usam o batuque. Esta dança usa-se tradicionalmente na entronização, em obitos, despedidas de lutos das dançarinas, dos caçadores, circuncisores e soberanos.


Onyaca Onyaca: modalidade da dança tradicional, executada pelas mulheres.

Geralmente usa-se na despedida de luto de quem em vida também usava tal dança.


Okatita-Okatita: dança tradicional usada por ambos os sexos, em momentos de diversão.


 *EPATA YO OVIMBUNDU* 


Epata yo Ovimbundu, va tunda vovongende va lingale o wiñi wa tundile ko nano yo cifuka co afilika, ale o cifuka ca katekavã( Bantus), ko nyima yo vita vivali kanyamo (2000 anos), vovongende ava kwakala ovimuka vatiamelele valimi aliyekala muna valinyanya kolonepa you vava kwasangiwile atala vanene (grandes lagos), yo cifuka co kati toke vo mbwelo yo cifuka, kuenda eci vatunga vo nepa yina etali yi tukuiwa hati ombwelo yo feka yongolo. Cakamukwavo vati o cikoti co vimbundu ye telã o ku tunga vo citumalõ co cakati etali lilo valuhumba vo wambu, ko viye kwenda vo mbaka, va puluvi eli XVII kwenda XVIII, kwa sevetiwili ovo soma vialua.

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