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quarta-feira, 26 de junho de 2024
*HÁBITOS E COSTUMES*
O povo Ovimbundu, localiza-se na região sul e do planalto central de Angola, tem uma rica herança cultural e social. Seus hábitos e costumes são influenciados por suas tradições ancestrais e pelo ambiente em que vivem.
*ASPECTOS IMPORTANTES:*
1. Agricultura: a agricultura é a base da economia do povo Ovimbundu, cultivam principalmente o milho, feijão, mandioca e batata-doce. A horticultura também é comum, e a criação de gado, no entanto, o gado bovino é criado em menor escala.
2. Organização Social: o povo Ovimbundu é organizado em clãs e famílias extensas. Cada clã é liderado por um Chefe, que tem autoridade sobre questões comunitárias e de terra. As decisões importantes são frequentemente tomadas por um Rei, Conselho de anciãos ou sobas das aldeias.
3. Casamento e Família: para os Ovimbundus o casamento é uma instituição central, as famílias são extensas e vivem juntas ou próximas. A poligamia é praticada, embora tenha diminuído com a influência dos costumes europeus. Os casamentos são geralmente arranjados pelas famílias e envolvem o pagamento de um dote.
4. Religião e Crenças: os Ovimbundu praticam religiões tradicionais que envolvem a veneração dos ancestrais e a crença em espíritos. Os rituais e cerimônias são conduzidos por curandeiros e sacerdotes tradicionais. Com a colonização, o cristianismo, em particular o catolicismo e o protestantismo, são os mais praticados.
5. Música e Dança: a música e a dança são parte integrante da cultura Ovimbundu. Utilizam instrumentos tradicionais como batuques, marimbas e chocalhos. As danças são realizadas em celebrações, cerimônias e eventos comunitários, como a dança lundongo, tchinganji entre outras.
6. Artesanato: os Ovimbundus são habilidosos em várias formas de artesanato, incluindo a tecelagem de cestos, a cerâmica e a escultura em madeira. Esses produtos são usados tanto para fins utilitários quanto decorativos e comerciais.
7. Língua: a língua principal dos Ovimbundu é o Umbundu, uma das línguas Bantu com variações linguísticas. Após a colonização, tornou-se a sua segunda língua de expressão.
8. Habitação: as casas tradicionais das aldeias dos Ovimbundus são feitas de barro, paus, caniço e palha. Geralmente têm uma estrutura circular ou quadradas, com telhado triangulares coberto de capim ou palha.
9. Vestimenta: a vestimenta tradicional inclui roupas feitas de tecidos à mão e actualmente com a influência ocidental, as roupas modernas também são comuns, especialmente, entre os jovens.
10. Alimentação: a dieta dos Ovimbundus é baseada nos produtos agrícolas que cultivam, principalmente, o milho, feijão, mandioca e batata-doce. A carne consumida é basicamente de gado bovino, caprino, suíno, galinha e peixe dos rios, além da carne de caça.
Entretanto, esses hábitos e costumes reflectem a rica identidade cultural que é caracterizada pela história dos Ovimbundus, que combinam as tradições ancestrais e as influências modernas.
*OVITUWA KWENDA OVIHOLO*
O wini wo vimbundu wa tiamelã, ale ulinga o nepa ko vimuka ale olo munga vialimi vikwete atendelo aluwa vo manu mulõ vo feka yongola, o wini owu wa kulihiwã ku nene ku ngili okulima ndeci epungu, utombo kwenda o cipoke.
Ko nepa yo vituwa, ovimbundu vikwete oviholo viapata via pama lo ku vi lava ale o ku visumbila vo munga . ovo vakwete ekalo lyo ku lava ale oku felevela oviholo viavapakulū viavo lo vilelembia ye kalo.
Olomiluko vilekisa esilivilo lya velapo ko oviholo vio vimbundu, lo lomiluku viakamukwavõ vio wini owu via lingiwa volo tembo vialitepa, ndeci ovipito, aliongolwilo vio lowela lo vituwa via vapakulū.
Ovituwa vio vimbundu laviovo mu sangiwa uwasi waluwa lo ku songa kwenda okutunga lavaya. Oviteka ale ovimwamwango evi vio ku songa via kulihiwã le poso liayo luhiti.
Vo cosi , ovimbundu viakulihiwa lu mbombe wavo, ocisumbiso ko vituwa, enavõ liapama elitokeko vo feka kwenda vekalo.
terça-feira, 25 de junho de 2024
*CULTURA OVIMBUNDU*
Os Ovimbundu são uma etnia bantu de Angola. Eles constituem 37% da população do país. Os seus subgrupos mais importantes são os Mbalundu ("Bailundos"), os Wambo (Huambo), os Bieno, os Sele, os Ndulu, os Sambo e os Kakonda (Caconda).
Os Ovimbundu ocupam hoje o planalto central de Angola e a faixa costeira adjacente, e uma parte do sul, é uma região que compreende as províncias do Huambo, Bié, Benguela, algumas areas do Kwanza Sul, Huíla e Namibe.
São um povo que, até à fixação dos portugueses em Benguela, vivia da agricultura de subsistência, da caça e de alguma criação de gado bovino e de pequenos animais. Durante algum tempo, uma vertente importante teve o comércio das caravanas, entre o Leste da Angola e os portugueses de Benguela.
Este comércio entrou em colapso quando, no início do século XX, o sistema colonial português lhes exigia o pagamento de impostos, os Ovimbundus viraram-se sistematicamente para a agricultura de produtos comercializáveis, principalmente o milho.
No decorrer do século XX, e em especial no período da "ocupação efectiva" de Angola, implementada a partir de meados dos anos 1920, a maioria dos Ovimbundus tornou-se cristã, aderindo quer à Igreja Católica, quer as igrejas protestantes, principalmente à Igreja Evangélica Congregacional de Angola (IECA), promovida por missionários norte-americanos.
Esta cristianização teve, entre outras, duas consequências incisivas, uma, a constituição, em todo o Planalto Central, de aldeias católicas, protestantes e não-cristãs separadas, a outra consequência, foi o grau relativamente alto de alfabetização e escolarização, e por conseguinte também do conhecimento do português.
Em simultâneo houve dois processos de certo modo interligados. Por um lado, formou-se lentamente uma identidade social, um sentido de pertença, abrangendo todos os Ovimbundus, e não apenas subgrupos como, os M'Balundus ou os M'Bienos.
Por outro lado, verificou-se uma "umbundização" cultural, inclusive linguística, de alguns povos vizinhos que tinham tido e em certa medida mantiveram, características algo distintas dos Ovimbundus. Os Ovimbundus foram muito afectados tanto pela guerra anti-colonial em Angola como pela guerra civil angolana.
Durante a primeira guerra, o Estado colonial impôs no Planalto Central, como também noutras partes do território, no fim dos anos 1960, início dos anos 1970, o sistema das “aldeias concentradas”. Este sistema consistiu em juntar num único lugar duas ou três diferentes aldeias, frequentemente de religiões diferentes.
Os locais destas “aldeias concentradas” eram escolhidos pelas autoridades coloniais de acordo com critérios considerados como estratégicos, do ponto de vista da segurança. Por desconhecimento, tais critérios raramente correspondiam às exigências da agricultura de adaptação praticada por necessidade, não por opção pelos Ovimbundus.
Os resultados foram sérios prejuízos económicos que forçaram muitos homens a aceitar a contratação como mão-de-obra barata, assalariada e mal paga, nas plantações de café, no Norte de Angola, ou nas plantações de europeus existentes na sua região.
O povo Ovimbundu aprecia muito a música acompanhada de dança diversificada de acordo ás circunstâncias dos rituais, pois através da música e da dança, manifesta os seus sentimentos afectivos que podem ser de alegria ou tristeza.
O dançarino é uma figura pública dominadora da arte da dança e por isso, tem um lugar de referência na sociedade. Pode ser homem ou mulher, que dançam em público em festas tradicionais como a entronização, de iniciação a puberdade, na morte de um Rei, entre outras ocasiões.
A dança dos mais velhos chama-se, Olundongo: executa-se durante o dia. Os executantes vestem-se de panos amarrados com cintos e usam o batuque. Esta dança usa-se tradicionalmente na entronização, em obitos, despedidas de lutos das dançarinas, dos caçadores, circuncisores e soberanos.
Onyaca Onyaca: modalidade da dança tradicional, executada pelas mulheres.
Geralmente usa-se na despedida de luto de quem em vida também usava tal dança.
Okatita-Okatita: dança tradicional usada por ambos os sexos, em momentos de diversão.
*EPATA YO OVIMBUNDU*
Epata yo Ovimbundu, va tunda vovongende va lingale o wiñi wa tundile ko nano yo cifuka co afilika, ale o cifuka ca katekavã( Bantus), ko nyima yo vita vivali kanyamo (2000 anos), vovongende ava kwakala ovimuka vatiamelele valimi aliyekala muna valinyanya kolonepa you vava kwasangiwile atala vanene (grandes lagos), yo cifuka co kati toke vo mbwelo yo cifuka, kuenda eci vatunga vo nepa yina etali yi tukuiwa hati ombwelo yo feka yongolo. Cakamukwavo vati o cikoti co vimbundu ye telã o ku tunga vo citumalõ co cakati etali lilo valuhumba vo wambu, ko viye kwenda vo mbaka, va puluvi eli XVII kwenda XVIII, kwa sevetiwili ovo soma vialua.
segunda-feira, 24 de junho de 2024
domingo, 23 de junho de 2024
LUNDA- CÔKWE
ORIGEM
Os Lunda-Côkwe, são um povo do nordeste de Angola encontrados nas províncias da Lunda Norte, Lunda Sul e Móxico, ainda estão localizados no Noroeste da Zâmbia e no Sudoeste da República Democrática do Congo em Katanga, Kasai e alto Kwango, estimados em cerca de um milhão de indivíduos.
O nome Tchokwe apresenta algumas variantes como, Chócue, Chokwe, Tchokwe e Batshioko, e entre os portugueses, ficaram conhecidos por Quiocos.
De origem Bantu, a etnia Tchokwe, matrilinear, patrilocal e falante do idioma utshokwe, estava sob a autoridade política, legal e religiosa de um chefe tribal, o mwanangana, que reinava com o apoio dos seus antepassados aos quais prestava culto.
Os Tchokwe viviam na Serra de Muzamba, a norte de Angola, quando foram invadidos, no final do século XV, pelos Lunda. A partir de 1830, conseguiram libertar-se do poderio dos invasores e empreenderam uma enorme expansão com o apoio de armas e de tráfico, essencialmente, de marfim, escravos e cera. A expansão dos Tchokwe atingiu o seu auge social e cultural durante os séculos XVIII e XIX, chegando a apoderar-se da capital dos Lunda, em 1887. Posteriormente, enfraquecidos pelas doenças e submetidos ao domínio dos portugueses e dos belgas, os Tshokwe procuraram salvaguardar a sua autonomia, migrando para leste e tornando-se semi-nómadas. Por ser um povo nómada, o povo Tchokwe tem suas origens na região central da África, alastrando-se principalmente no nordeste de Angola, sudeste da República Democrática do Congo e noroeste da Zâmbia.
Os Tchokwe são descendentes dos Lunda, um grande império da área, e os Tchokwe estabeleceram-se como um grupo distinto no século XV, migrando em busca de novas terras para caça, agricultura e extração de recursos como, marfim e cera de abelha. Eles desenvolveram uma sociedade estruturada com sistemas de liderança e uma rica tradição artística, especialmente em escultura de madeira.
No final do século XIX, os Tchokwe tiveram contacto com exploradores e comerciantes europeus, intensificado pela colonização portuguesa de Angola. Apesar do impacto da colonização, que alterou suas estruturas sociais e econômicas, os Tchokwe conseguiram preservar muitos aspectos de sua cultura.
Nós dias de hoje, continuam sendo um grupo étnico significativo, mantendo suas tradições enquanto se adaptam às mudanças contemporâneas.
quarta-feira, 19 de junho de 2024
O
povo Cokwe usa as máscaras como meio de conexão com os seus antepassados. Em
geral acredita-se que o mukixi (singular de akixi) é uma pessoa regressada da
morte, que se ergue da terra numa área isolada, depois de um ritual feito no
cemitério, partindo ovo de galinha sobre uma das campas.
Mukixi” (palhaço) é um espírito ancestral ou da natureza que é encarnado por uma máscara na cultura Cokwe, cuja personagem é completamente coberta por indumentárias e adereços próprios, vestindo um fato colado ao corpo feito de fibras entrelaçadas. Na parte sublime do rosto da máscara coloca-se um chapéu de verga de estilo aparentemente rudimentar.
O
Mukixi representa uma figura emblemática da cultura Lunda Cokwe, cuja
abrangência do impacto, sua dimensão histórica e patrimonial, não se
circunscreve somente na perspectiva lúdico-recreativa, mas também do poder da
ancestralidade a que o povo deve honra.
A CERIMÔNIA DA CIRCUNCISÃO DO POVO TCHOKWE
A cerimônia da circuncisão acontece na aldeia mesmo e os meninos que passam por esse processo precisam ter entre 10 e 14 anos, pois é a idade quando eles encerram o ciclo infantil e vão pra maioridade, puberdade. A partir do momento que decidem o dia da cirurgia, acontece toda uma mudança na rotina dos meninos para que eles possam ir para a MUKANDA (circuncisão). O pré-operatório é marcado por dias bastante ocupados em razão da preparação que é extremamente cuidadosa. Nesses dias, eles aprendem com os mais experientes da aldeia as canções, danças tradicionais, trabalhos artesanais Tchokwe; há mais ensinamentos que eles são orientados e que servem de aprendizado para toda a vida. E não são somente os meninos envolvidos que recebem preparações antes da circuncisão, seus pais também
participam de rituais pré-estabelecidos pela aldeia. Portanto, toda a família é envolvida. Na véspera da cirurgia, os meninos são proibidos de realizar quaisquer atividades que possam lesionar seus corpos. Eles não podem entrar na MUKANDA (circuncisão) com nenhum tipo de ferimento.
O Grande dia.
Ao amanhecer, o chefe da aldeia acompanha os familiares e operadores ao local da cirurgia. Eles rezam aos espíritos pedindo proteção para afastar qualquer mal, qualquer doença e que tudo fique bem. Esse momento da reza é definidos como um agradecimento na língua deles e que é chamado de KUSAKWIA. Os gestos para esse ritual é tocar a terra com a ponta dos dedos e batem palmas falando “NGA BYU”; é uma frase de ação de graça. Após o ritual de abertura para a cirurgia, cada menino segue para o lugar destinado a eles para a operação. Para dar início à operação mesmo, o chefe da aldeia entoa canções seguidos por todos presentes. Então, ele diz: “MUSASWE, MUSASWE!”; o coro responde: “WOHO! MUSASWE.”
Como é exatamente a cirurgia
Com o professor que acompanhou os meninos durante a preparação desse dia, eles se sentam no chão capinado em círculo, as pernas devem ficar abertas. Os professores seguram os ombros dos meninos e a cabeça deles devem ficar virada para o lado para não verem os operadores fazerem o corte, que, aliás, é feito sem anestesia e assepsia. Mas é válido lembrar que existem procedimentos adequados para que não cause infecção, afinal isso é tradição para eles. Pode ser que hoje já possam fazer a cirurgia no hospital. Não sabemos se tem o mesmo valor que tem fazer da maneira original. Na imagem abaixo, vocês podem ter uma ideia da posição que os meninos precisam estar para a realização da cirurgia.
Momento da circuncisão
A cirurgia é finalizada após o processo de estancamento do sangue. Os professores acompanham os meninos durante toda a fase de cicatrização do corte. Além disso, por mais alguns dias fazem o ritual de adoração ao sol. Além das máscaras já apresentadas, vocês podem ver a seguir mais algumas usadas pelos Tchokwe. Abaixo estão as máscaras chamadas CIKUNGU e CIHONGO, que evocam as imagens da mitologia Lunda-Tchokwe. Nessa tradição, há a princesa Lweji e o príncipe da civilização Tschibinda-Ilunga, que são considerados os personagens principais.
O CASAMENTO TRADICIONAL DO POVO QUÍOCO
O casamento tradicional do povo Quíoco é uma cerimônia cheia de rituais e simbolismos que refletem a cultura e tradições desta etnia. Os Quíoco são conhecidos por sua forte ligação com a natureza e seus costumes ancestrais, que são mantidos vivos através das celebrações de casamento. Na cerimônia de casamento Quíoco, o respeito aos mais velhos e a comunhão com os antepassados são aspectos fundamentais. Os noivos passam por diversos rituais, como a troca de presentes e a realização de danças tradicionais, que simbolizam a união e a prosperidade do casal.
Além disso, a celebração do casamento Quíoco envolve toda a comunidade, que se reúne para celebrar a união dos noivos e desejar-lhes felicidades. A comida típica e a música tradicional também fazem parte da festividade, trazendo alegria e festividade ao evento. Em resumo, o casamento tradicional do povo Quíoco é uma celebração rica em simbolismo e tradição, que fortalece os laços familiares e comunitários, e reafirma a identidade cultural desta etnia.
Nunca era um acto comercial nem dava o direito ao marido a uma futura venda, era, apenas, o processo de transferência de tutela dos pais, a permissão de coabitação, de gerar descendência, tomar conta do lar e dos filhos, no trabalho da caça, nas lavras e ao longo do tempo ganharem consideração e respeito mútuo.
TUDO COMEÇAVA COMO UMA ESPÉCIE DE NOIVADO
Quando a noiva vivia em casa dos pais o futuro marido fazia-lhe visitas assíduas para que a sua presença futura não fosse a de um estranho. Normalmente de costume oferecia prendas à noiva e aos familiares. Por seu turno, a noiva, coabitava com o homem prometido passava o tempo a ajudar as outras mulheres, em pequenos trabalhos, e a visitar com regularidade os familiares da sua aldeia, onde ficava algumas semanas. Nestas ocasiões, aconteciam, com naturalidade, algumas ligações amorosas com um qualquer rapaz do seu agrado, sem que isso tivesse alguma importância para o futuro marido.
AS NÚPCIAS
As núpcias, que começavam a seguir à primeira menstruação da mulher e só depois de o homem ter feito a entrega do dote ou do valor da compra aos pais/sogros, era a cerimónia decorrente da colocação da noiva em casa do marido. A comunidade organizava um cortejo nupcial, com a noiva, os seus familiares, convidados, os familiares do noivo e várias crianças, perfilavam em cânticos até à nova residência na aldeia ou zona do marido, onde era recebida em festa, pintada com caulino e sentada sobre uma esteira à porta da casa. De seguida, juntavam-se os dois, sobre a esteira, onde se marcavam mutuamente com uma massa branca na face e no peito.
A noiva depois declarar em voz alta, para que todos à ouvissem, que tinha atingido a idade adulta, a seguir tocava na perna do marido e iniciava um bailado nupcial, marcando o ritmo com o ondular do corpo, dirigindo-se sempre para dentro de casa. De realçar que o toque na perna era interpretado por todos como o reconhecimento do marido, a união no lar e a entrega sexual. Na primeira noite, em pleno batuque, os noivos ficavam na casa, onde já dormiam juntos como não podiam ter relações sexuais nas duas primeiras noites, faziam-se acompanhar por uma criança para dormir no meio deles.
No dia seguinte comiam uma refeição de frango, sem nunca partirem ou trincarem ou triturarem os ossos, numa representação quase pública em que a devoção, à fecundidade da mulher e ao respeito mútuo do casal, era apoiada e confirmada por todos. Nesta ocasião, esta é a única vez, que o marido e a mulher comem juntos, daí em diante, comem separados. Em outras ocasiões do viver, o homem come primeiro e depois a mulher e os filhos.
Na tradição quioco, comer juntos representa ser de descendência comum e estarem em consanguinidade, o que os impede neste dia da refeição conjunta, de terem relações sexuais por ser equivalente a uma relação incestuosa.
Na terceira noite, depois de o homem ter prestado culto aos antepassados comuns, colocava uma pena de galinha entre os cabelos. Quando a mulher o imitava, estava a dizer-lhe que a partir daquele momento ficava pronta para uma intensa relação sexual, que, com toda a naturalidade, se prolongava por três a quatro dias, sem saírem de casa.
Este casamento, é acordado inicialmente por duas famílias amigas, que passava pela fase de dote ou compra, pelo conhecimento, respeito mútuo da mulher e do homem, só seria confirmado com aprovação após o nascimento do primeiro filho.
terça-feira, 18 de junho de 2024
A honra, a dignidade e o relacionamento entre as famílias facilitava a aproximação de pais ou tutores do pretendente à família da jovem amada, O casamento tradicional da cultura Tchokwe envolve uma série de rituais e cerimônias realizadas pela família do noivo e da noiva.
A preparação para o casamento começa com a família do noivo indo à família da noiva para pedir sua mão em casamento. Se a família da noiva aceitar, a data do casamento é marcada e os preparativos começam.
Durante a cerimônia de casamento, o casal troca votos e promessas de amor e fidelidade um ao outro. Além disso, é comum que haja rituais de troca de presentes entre as famílias, como gado, alimentos e outros itens de valor.
Após a cerimônia principal, é realizada uma festa com comida, música e dança, onde os convidados celebram a união do casal. O casamento tradicional da cultura Tchokwe é uma ocasião importante e significativa, que marca a união não apenas do casal, mas também das duas famílias.
Nas cerimónias tradicionais envolv danças txianda
segunda-feira, 17 de junho de 2024
O POVO BAKONGOS

NÚMEROS: ATENDELO 1- Mosi (Mossi) 2- Vali 3- Tatu 4- Kwãla 5- Tãlo 6- Epandu 7- Epandu Vali. 8- Ecelãla (Etchelãla). 9- Eceya (Etcheya). 10-...
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